Lili Marin, muito prazer!

Sempre gostei de explorar a criatividade. Seja para me expressar ou simplesmente para utilizar minhas habilidades manuais. Quando eu era criança, dava meu reino por lápis de cor, canetinha e giz de cera. Quando descobri a tinta acrílica, passava as tardes pintando me esquecendo do tempo - que já não existe quando você é criança. Por conta dessa paixão, pedi para minha mãe me matricular num curso de pintura com tinta a óleo - que fiz dos 11 aos 14 anos.

Aos 15 me mudei para Milão e fui estudar na International School of Milan. A grade curricular da escola era completamente diferente da que eu tinha antes no Brasil - algumas coisas mais legais, outras nem tanto - mas uma coisa era fato: eles levavam a arte muito a sério. Éramos obrigados a escolher uma matéria artística; drama (artes cênicas), visual arts (artes plásticas) ou uma terceira língua além do Italiano e Inglês. Não precisei pensar muito para decidir por visual arts. Só de imaginar aquela sala de artes cheia de tintas, papéis, pincéis, sprays, espátulas e tudo mais que eu não conhecia ainda, me confortava na escolha. As aulas, provas e trabalhos eram tão difíceis e desafiadores quanto biologia, business e matemática. Não era só sobre se expressar com criatividade, mas sobre ter amplas referências e conhecer todos os movimentos artísticos. Isso fez com que eu mergulhasse num universo completamente novo para mim. Vi um tema, que até então eu tratava como hobby, ser estudado, apreciado, discutido. Valorizado.

Constatei pela primeira vez que a arte existia e comecei a entender sua linda complexidade. Que alegria foi essa constatação. A partir daí entendi que eu queria viver de e pela arte. Criar. Trabalhar com a matéria prima mais incrível de todas: a criatividade. Parece um entendimento óbvio para algumas pessoas, mas não era para mim - que apesar de não ser a melhor aluna em matemática, pensava em fazer arquitetura porque era algo que envolvia desenhar e que soava mais como uma "profissão" do que ser artista. No meio do caminho descobri o Marketing e a propaganda - que contava com um departamento inteiro de criação. Wow. Me apaixonei imediatamente pela ideia, me imaginei criando conceitos, campanhas, comerciais. Cursei Marketing e Propaganda na London College of Communication (University of the Arts London). Retornei ao Brasil doida para começar a atuar. Surgiu uma vaga no departamento de atendimento de uma grande agência e pensei "vou e depois eu mudo para a criação". Cinco anos depois, implementando campanhas de grandes empresas internacionais e com uma experiência bem interessante, me dei conta que estava longe do que eu sempre quis. Onde estavam minhas canetinhas e meus pincéis? Para onde estava indo todo o turbilhão de ideias que eu tinha diariamente? Naquela altura, o departamento de criação das grandes agências também já não era o que eu queria.

Em 2015 saí da propaganda e tirei um ano sabático. Foi um ano de "recalcular rota", de construção e desconstrução - um ano muito lindo por sinal. Em 2016 fiquei noiva e, cuidando do casamento, percebi que estava com uma energia criativa a flor da pele. Não queria só contratar os fornecedores, queria SER o meu próprio fornecedor. Abri mão de boutique de convite e eu mesma fiz o layout, escolhi eu os papéis (mais lindos do mundo), fui atrás de uma gráfica que imprimia letterpress e fiz os envelopes em outra gráfica. Incluí uma receita minha no menu do buffet. Trouxe os vinhos que eu queria da Itália. Levei vários quadros do nosso acervo pessoal para decorar o salão e pedi uma decoração com muitas ervas e verdes - nunca achei muito bonito aqueles arranjos "pompons" de uma cor só, queria arranjos irregulares, com folhagens e flores bem destacadas entre elas. Busquei muitas referências. Muitas. Tantas que um dia me peguei absolutamente fascinada - acordava pensando em flores, dormia pensando em flores. Pensava flores. Respirava flores.

Mais uma vez mergulhei num universo desconhecido. Reapliquei todo o método de aprendizado sobre as artes, agora pesquisando sobre o trabalho de florista. Quem eram as referências nacionais e internacionais? Quais estilos existiam, qual a história de cada um deles e finalmente cheguei no conceito apaixonante da Arte Floral. Que encontro lindo. Constatei mais uma vez que a arte está em tudo, permeia tudo. Como não se seduzir por um mundo que une arte e flores? Passei o último ano estudando a arte floral, fazendo cursos e praticando. Me vi convivendo com as flores para o resto da vida. Descobri uma profissão maravilhosa: a do artista floral.

Com essa breve história da minha vida, me apresento para vocês. Muito prazer, me chamo Lili Marin. Tenho 28 anos. Aquariana, mãe de dois gatos. Sou artista floral. Sou florista com alegria. Hoje enxergo as flores como aquela tinta acrílica que descobri quando era pequena: o colorido para pintar minha tela em branco.

Foto: Rafa Canuto | Make & Hair: Puntuale | Vestido: Dani Vidiz | Buquê: Lili Marin

#florista #artistaflora #artefloral #profissão #designerfloral #carreira

Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Nenhum tag.
Siga
  • Black Instagram Icon
  • Black Facebook Icon

©Copyright 2017 Lili Marin Ateliê Floral - Todos os direitos reservados

São Paulo - Itaim Bibi          lilimarin.atelie@gmail.com          @lilimarin_ateliefloral           /lilimarinateliefloral